domingo, 29 de julho de 2012

Zen, Tantra, sexo e saúde


O Zen não possui nenhum sistema de crenças sobre coisa alguma, e isso também inclui o sexo – Zen não diz nada sobre isso. E isso deve ser definitivo. O Tantra tem uma atitude sobre o sexo. A razão? – o Tantra tenta reparar o que a sociedade fez.

Tantra é medicinal. A sociedade reprimiu o sexo, Tantra chega como um remédio para ajudá-lo a recuperar o equilíbrio. Vocês se inclinaram demasiadamente para a esquerda; Tantra vem e os auxilia a inclinar para a direita. E para recuperar o equilíbrio, às vezes vocês têm que tender demais para a direita, só assim o equilíbrio é restaurado.

Vocês nunca viram um equilibrista na corda? Aquele que anda sobre a corda esticada? Ele carrega uma vara nas mãos para manter o equilíbrio. Se ele sente que está inclinando demais para a esquerda, ele imediatamente começa a se inclinar para a direita. Então novamente ele sente que agora inclinou-se demais para a direita, ele começa a se inclinar para a esquerda. É assim que ele se mantém no meio.

Tantra é um remédio.

A sociedade criou uma mente repressiva, uma mente negativa da vida, uma mente antialegria. A sociedade é muito contra o sexo. Porque a sociedade é tão contra o sexo? – porque se você permite prazer sexual às pessoas, você não pode transformá-las em escravas. Isso é impossível – uma pessoa feliz não pode ser escravizada. Esse é o truque. Só as pessoas tristes podem ser escravizadas. Uma pessoa feliz é uma pessoa livre; ela possui uma espécie de independência nela.

Você não pode recrutar pessoas felizes para a guerra. Impossível. Porque elas iriam para a guerra? Mas se uma pessoa reprimiu sua sexualidade ela está pronta para ir para a guerra, ela está ansiosa para ir para a guerra, porque ela não tem sido capaz de desfrutar da vida.

Ela tornou-se incapaz de desfrutar, daí ficou sem nenhuma criatividade. Agora ela só pode fazer uma coisa – ela pode destruir. Toda sua energia tornou-se destrutiva e venenosa. Ela está pronta para ir para a guerra – não somente preparada, ela está ansiando por isso. Ela quer matar, ela quer destruir.

De fato, destruindo seres humanos ela terá uma satisfação substituta de penetrar. Essa penetração poderia ter sido no amor e teria sido bela. Quando você penetra no corpo de uma mulher no amor, isso é uma coisa. Isso é espiritual. Porém, quando as coisas dão errado e você penetra no corpo de alguém com uma espada, com uma lança, isso é feio, é violento, é destrutivo. Mas você está procurando por um substituto para a penetração.

Se for permitido a sociedade total liberdade quanto à alegria, ninguém será destrutivo. As pessoas que podem amar lindamente nunca são destrutivas. E as pessoas que podem amar lindamente e possuem a alegria de viver também não serão competitivas. Esses são os problemas.

Eis porque os povos primitivos não são tão competitivos. Eles estão desfrutando de suas vidas. Quem se importa em ter uma casa maior? Quem se importa em ter um saldo bancário maior? Para quê? Você está feliz com sua mulher e com seu homem e você está tendo uma dança na vida.

Quem quer ficar sentado no mercado por horas a fio, todos os dias, todos os anos, esperando que no final você terá um grande saldo no banco e então você irá se aposentar e desfrutar? Esse dia nunca chega. Não pode chegar, porque por toda a vida você permanece um asceta.

Lembrem-se, os homens de negócios são pessoas ascéticas. Eles devotaram tudo ao dinheiro. Agora, um homem que sabe amar e que conheceu a emoção do amor e do êxtase, não será competitivo.

Ele será feliz se ele puder conseguir seu pão de cada dia. Esse é o significado da oração de Jesus: “Dai nosso pão de cada dia”. Isso é mais que suficiente. Agora Jesus parece bobo. Ele devia ter pedido, “Dai-nos um maior saldo bancário”. Ele só pede pelo pão de cada dia? Um homem feliz nunca pede mais que isso. A alegria é tão realizadora.

Somente os seres insatisfeitos são competitivos, porque eles pensam que a vida não está aqui, ela está lá. “Eu tenho que alcançar Déli e me tornar presidente”, ou ir para a Casa Branca e me tornar isso ou aquilo. “Eu tenho que ir lá, a alegria está lá” – porque eles sabem que aqui não há nenhuma alegria. Assim eles estão sempre indo, indo, indo. Eles estão sempre no ir, e eles nunca alcançam.

E o homem que conhece a alegria, está aqui. Por que ele deveria ir para Déli? Para quê? Ele está completamente feliz aqui-agora. Suas necessidades são tão pequenas. Ele não possui desejos. Ele tem suas necessidades, certamente, mas nenhum desejo. Necessidades podem ser realizadas, desejos nunca. Necessidades são naturais, desejos são pervertidos.

Agora toda essa sociedade depende de uma coisa e essa é a repressão sexual. Do contrário a economia será destruída, sabotada. A guerra irá desaparecer e com ela todo o material bélico, e a política ficará sem sentido e o político não será mais importante. O dinheiro não terá valor, se for permitido a pessoa amar. Devido que a elas não é permitido amar, o dinheiro se torna o substituto, o dinheiro se torna seu amor. Assim existe uma estratégia sutil.

O sexo precisa ser reprimido, senão toda essa estrutura da sociedade cairá imediatamente. Só o amor liberado no mundo trará revolução. O comunismo fracassou, o fascismo fracassou, o capitalismo fracassou. Todos os ‘ismos’ fracassaram porque bem lá no fundo eles são repressão sexual. Nesse ponto não há nenhuma diferença.

Todos eles concordam sobre uma coisa – que o sexo precisa ser controlado, que não deve ser permitido às pessoas terem uma alegria inocente no sexo.

Para recuperar o equilíbrio chega o Tantra; Tantra é o remédio. Por isso o Tantra enfatiza tanto o sexo. As assim chamadas religiões dizem que sexo é pecado e o Tantra diz que sexo é o único fenômeno sagrado.

Tantra é o remédio. Zen não é um remédio. Zen é o estado quando a doença desaparece; e, é claro, com a doença, também o remédio. Uma vez que você fica curado de sua doença você não precisa continuar carregando a receita médica, o frasco e o remédio com você. Você joga tudo fora. Vai tudo para a lixeira.

A sociedade ordinária é contra o sexo; Tantra chega para ajudar a humanidade, para dar o sexo de volta a humanidade. E quando o sexo for devolvido, então surge o Zen. O Zen não tem nenhuma atitude.

Zen é saúde pura.

Osho, em "The Diamond Sutra"

sábado, 7 de julho de 2012

"O trote terrivel"

Trecho do livro “Learning the Human Game” (p. 76-77), de Alan Watts:

Na música, ninguém faz do final o objetivo. Se fosse assim, os melhores maestros seriam os que tocassem mais rápido; e existiriam compositores que só escreveriam finais. Pessoas iriam aos concertos para ouvirem apenas o último acorde — porque esse seria o final.
Mesma coisa na dança — você não busca um ponto particular na sala; onde você deveria chegar. O objetivo da dança toda é dançar. Agora, mas não vemos isso ser traduzida pela nossa educação para nossa vida diária. Temos um sistema escolar que nos passa uma impressão completamente diferente. É tudo serializado — e o que fazemos é colocar uma criança em um corredor com um sistema de séries, com um tipo de “venha gatinho, aqui aqui aqui…”.
E você vai por jardim de infância, e isso é ótimo, porque quando você finalizar, você vai pra primeira série. E então, veja, a primeira série leva pra segunda série, e assim por diante… E então você sai da escola básica e vai o ensino superior – está acelerando, a coisa está chegando… Então você vai pra faculdade, e então para a escola de graduação, e quando você acabou a graduação, você sai pro mundo. E então você consegue alguma ocupação onde você vende seguro. E você tem uma meta pra bater. E você vai batê-la.
Todo o tempo, aquela coisa está vindo, está vindo, está vindo — aquela grande coisa, o sucesso que você está se dedicando.
Então quando você acorda um dia aos 40 anos de idade, você diz “Meu Deus! Cheguei! Estou aqui!”. E você não se sente muito diferente do que sempre sentiu. E há uma pequena tristeza, porque você sente que foi um trote. E foi um trote. Um trote terrível.



Eles fizeram você perder tudo. Por causa de expectativa.
Olhe para as pessoas que vivem para se aposentar, economizando dinheiro. E então quando eles tem 65 anos, e não tem mais nenhuma energia, são mais ou menos impotentes, eles vão e apodrecem em uma comunidade de cidadãos idosos. Poque nós simplesmente traimos nós mesmos, durante todo o caminho.

Nós pensamentos que a vida, por analogia, era uma jornada, uma peregrinação, que teria um sério objetivo no final. E o objetivo era chegar nesse final. Sucesso, ou o que quer que seja, talvez o paraíso depois que estivesse morto. Mas perdemos o espírito durante todo o caminho.
Era uma música, e nós deveríamos ter cantado, ou dançado, enquanto a música estava sendo tocada“.

Escondida como amor

 Muito raramente a religião tem existido de maneira saudável — somente quando um Buda caminha na Terra, ou um Cristo, ou um Krishna, ou um Kabir. Do contrário, a religião tem existido como uma patologia, uma doença, uma neurose.


Aquele que realizou a religião através do seu próprio ser tem uma compreensão totalmente diferente dela. A compreensão daquele que imitou os outros não é, de maneira nenhuma, uma compreensão. A verdade não pode ser imitada. Você não pode tornar-se verdadeiro sendo uma cópia carbono.





A verdade é original e, para chegar até ela, você tem de ser original também. A verdade não é atingida seguindo alguém, a verdade é atingida através da compreensão da sua vida. A verdade não está em nenhuma crença, em nenhum argumento; a verdade está no mais profundo centro do seu ser, escondida como amor.

A verdade não é lógica; ela não é um silogismo, é uma explosão de amor. Sempre que a verdade explode em você, você atinge uma visão de vida, de Deus, de religião totalmente diferente. Os seus olhos adquirem uma qualidade diferente, uma transparência, uma clareza diferente.

Quando a sua mente está anuviada com pensamentos emprestados de outros, seja lá o que for que você chame de religião, não é religião, é apenas um sonho.

A diferença básica torna patológica uma pessoa imitadora. Um cristão é patológico, um hindu também. Krishna é saudável, soberbamente saudável; assim também é Cristo. Quando Cristo diz alguma coisa, ele a conhece. Ele não está repetindo o que alguém disse, ele não é um papagaio. Ele é a sua própria realização — e isto faz toda a diferença.

Quando você se torna um cristão, repete Cristo. Pouco a pouco, você torna-se mais parecido com uma sombra. Você perde o seu ser... perde a si mesmo. Você não é mais verdadeiro, real, autêntico. Um cristão já está morto, e a religião está preocupada com um renascimento.

Sim, ela é uma crucificação também: o velho tem de morrer para o novo nascer. Mas, seguindo uma crença, um dogma, uma igreja morta, você nunca permite que o velho morra — e você nunca permite que o novo nasça. Você nunca assume um risco. Você nunca se move no perigo.

Quando Cristo encara o seu próprio ser, ele está movendo-se perigosamente: ele está assumindo um grande risco, ele está indo em direção ao desconhecido.


Osho, em "O Caminho do Amor – Discursos Sobre as Canções de Kabir"

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A vida e' uma oportunidade, nao uma obrigacao

A vida e' surpreendentemente bela.

Em alguns momentos dela, voce chega arder de vontade para que algo aconteca, para que algo se esclareca.... e isso nao vem. Nao vem pelo simples fato de que o sinal que esta' emitindo e' de falta, de carencia. Passa algum tempo, passam alguns anos e entao voce supera sua necessidade e se torna capaz de sentir agradecido por tal acontecimento e/ou pessoa. E entao a vida te ouve novamente (o que e' uma constante) e entende sua aceitacao e seu sentimento de "eu tenho o bastante".. da-se uma reviravolta e o que voce nem deseja mais (simplesmente porque se sente pleno, tranquilo) de repente se manifesta em sua realidade porque tem como base a gratidao.
Criar resistencia a qualquer coisa que seja e' manter-se preso ao padrao e/ou a situacao a qual quer mudar. Aceitacao e' o melhor caminho para trabalhar em comunhao com a vida, pois e' atraves dela que voce consegue clareza suficiente para saber qual o proximo passo em pro da mudanca que voce quer realizar.
Essa e' parte da bela dicotomia divina.

A vida e' uma oportunidade, nao uma obrigacao. Oportunidade de auto conhecimento e consequentemente, auto criacao. A gratidao existe apenas pelo fato de estarmos vivos e termos essa oportunidade de escolhermos como queremos viver e quem queremos ser nessa aventura. Faca um favor a si mesmo: esqueca os direitos que supoem serem merecidos. Todo mundo merece o melhor, merece ser feliz, viver em extase; tudo que e' necessario e' se abrir para a vida, numa atitude de humildade completa...
A vida apenas pode se mostrar para voce quando voce deixa de dizer a todo momento que voce ja' sabe o que ela e'.

Esse e' um precioso momento de deliciosa gratidao.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Macro e Micro

Vou contar uma parabola, que se chama "Parabola da Pedra".

Era uma vez uma Pedra, cheia de inumeros atomos, protons, neutrons e particulas subatomicas de materia. Essas particulas sempre se movimentavam rapidamente, cada uma delas indo "daqui pra la'" e levando "tempo" para fazer isso, mas fazendo-o tao rapido que a propria Pedra nao percebia estar se movendo. Apenas era uma pedra. Ficava absorvendo a agua da chuva, secando ao Sol, e sem se mover.
Mas certo dia, ela se deu conta que havia algum movimento dentro dela, e perguntou-se:
- O que e' isso dentro de mim?"
- E' voce", respondeu uma Voz Distante.
- Eu?" a Pedra disse; "Isso e' impossivel. Eu nao estou me movendo, qualquer um pode ver isso."
- "Sim, de longe", concordou a Voz. "Daqui voce parece solida e imovel. Mas quando me aproximo - quando observo atentamente o que esta' acontecendo, vejo que tudo Que Voce E' esta' se movendo. Esta' se movendo em uma velocidade incrivel atraves do tempo e do espaco em um padrao particular que a cria como o que e' chamado de 'Pedra'. E, portanto, voce e' magica! Esta' ao mesmo tempo se movendo e imovel."
- "Mas qual e' a ilusao? A unicidade, a imobilidade da Pedra, ou a separacao e o movimento de Suas partes?", perguntou a Pedra.
Ao que a voz respondeu: "Qual e' a ilusao? A unicidade, a imobilidade da Vida/do Universo/da Fonte, ou a separacao e o movimento de Suas partes?

Essa parabola e' sobre Cosmologia.

A vida e' uma serie de pequenos movimentos rapidos. Esses movimentos nao afetam de forma alguma a imobilidade e a Existencia de Tudo Que Existe. Porem, como ocorre com os atomos da pedra, e' o movimento que cria a imobilidade.
Dessa distancia (macro), nao ha' separacao. Nao pode haver, porque Tudo Que Existe, e' Tudo Que Ha', e nao ha' mais nada. E isso e' o que e' a Fonte Divina (Fonte da vida), que em perspectivas um pouco diferentes e' a mesma coisa que Vida e que Universo. E' o que tambem alguns chamam de Deus. Portanto: Fonte = Vida = Universo = Deus.
A Fonte, e' o Movedor Imovel.
Entretanto, da perspectiva limitada que nos seres humanos vemos Tudo Que Existe, nos enxergamos separados e afastados, e nao como um unico ser imovel, mas muitos, muitos seres constantemente em movimento.
Ambas observacoes estao certas. Ambas realidades sao reais. Essa e' a maior dicotomia da vida, entre milhares.
Mas, de uma perspectiva macro, nao existe separacao, e "olhando de la" todas as particulas de tudo compoem o Todo. Quando voce olha para a pedra a seus pes a ve ali nesse momento como inteira, completa e perfeita. Contudo, ate' mesmo na pequena fracao que voce a olhou, ha' muitas coisas acontecendo dentro dela - ha' um movimento incrivel, em uma velocidade incrivel, de suas particulas. E o que essas particulas estao fazendo? Estao tornando a pedra que ela e'.
Ao olhar para a pedra, voce nao ve esse processo. Ate' mesmo se tem conceitualmente consciencia dele, para voce tudo esta' acontecendo "agora". A pedra nao esta' se tornando uma pedra: e' uma pedra aqui e agora.
Todavia, se voce fosse a consciencia de uma das particulas submoleculares da pedra, se experimentaria em grande velocidade, primeiro "aqui", depois "la'". E se alguma voz dentro da pedra lhe dissesse: "Tudo esta acontecendo de uma vez", diria que era um mentiroso ou charlatao.
Ainda assim, de uma perspectiva distante, a ideia de que qualquer parte dela e' separada das outras e, alem disso, move-se em uma grande velocidade, poderia parecer uma mentira. Dessa distancia poderia ser visto o que nao poderia ser visto de perto - que tudo e' Um so', e que todo movimento nao mudou coisa alguma.
Portanto a vida e' uma questao de perspectiva. Ambas situacoes sao reais.

A partir disso, podemos afirmar que o tempo e', na verdade, uma questao de perspectiva - ele nao existe, nem deixa de existir.
Veja bem, nao ha' "tempo" entre o movimento dos atomos e a aparencia que a pedra cria.. A pedra "e'", mesmo quando os movimentos ocorrem. De fato, porque ocorrem. Essa causa e efeito sao imediatos. O movimento esta' ocorrendo e a pedra esta' "sendo" ao "mesmo tempo".

O tempo, existe para usarmos-o como uma ferramenta com a qual podemos explorar e examinar nossas experiencias mais plenamente, separando-os em partes individuais, em vez de considera-lo uma ocorrencia unica. E esta' perfeitamente bem enquanto usado como uma ferramenta.
Mas em sua totalidade, a vida e' uma coisa unica no cosmos que esta' ocorrendo agora. Toda ela esta' ocorrendo. Em toda parte. Nao ha' outro "tempo" alem do agora. Nao ha' outro "lugar" alem do aqui.
Portanto, o Aqui e Agora e' tudo que existe em ultima instancia.

E a partir disso tudo, o que vejo que realmente importa, e' como voce se posiciona a respeito - qual perspectiva e' melhor para voce em cada momento/situacao de sua vida. Mas de qualquer forma, precisamos ter ambas perspectivas "fucionando" dentro da gente, pois so' assim temos a chance de escolher conscientemente, e nao simplesmente sermos "vitimas de nossos pensamentos inconscientes"... pois dependendo da perspectiva que escolhemos, podemos mudar drasticamente nossa visao da mesma situacao.

Namaste :)

PS: A grande parte desse texto foi tirado do livro "Conversando com Deus", livro III. 



















terça-feira, 5 de junho de 2012

Escolha ou acaso?

Esse e' o verdadeiro sentido da palavra "despertar". Essa e' a diferenca em como vive um Ser que 'atingiu' a iluminacao e o que nao.


Como voce quer viver sua vida?

;)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A Vida Como Ela É

"Nós acreditamos no mundo separado, acreditamos em pessoas separadas, indivíduos separados. Acreditamos que há um ‘eu’ e um ‘você’. Acreditamos em um eu separado do mundo, separado de você, separado dos outros, separado da Vida!

E um indivíduo separado é sempre um buscador. Porque no momento em que você se vê separado, você tem o desejo de acabar com essa separação. No momento em que você se vê como uma onda separada no vasto oceano, você tem o anseio de voltar para o oceano. Para acabar com o sentido de ser uma entidade separada contraída.

Um indivíduo busca de diferentes maneiras. No mundo material, a busca por dinheiro, por poder, por saúde. E também a busca no mundo espiritual, uma busca pelo despertar espiritual, Nirvana, Iluminação. Mas é tudo a mesma busca, seja busca material ou busca espiritual, é a mesma busca... E a coisa mais difícil de ouvir, é ver a si mesmo como uma pessoa espiritual, se você pensa que ser espiritual é de alguma forma maior ou mais nobre do que uma pessoa que não é espiritual. É a mesma busca! Seja por milhões em sua conta bancária ou Iluminação espiritual, é a mesma procura. É a procura por algo no futuro para mim. Tem sempre haver comigo, tem tudo haver com o eu separado.

Então o indivíduo é sempre um buscador. Mas também existe a possibilidade de a busca terminar. A busca de uma vida, a exaustão por buscar algo a mais, algo no futuro, algo para me completar no futuro. A possibilidade que isso pode chegar ao fim e o que pode chegar ao fim é o sentido de ser uma pessoa separada, uma onda separada no vasto oceano. E o que pode ser visto é que nunca houve uma onda separada. A onda sempre foi 100% água, foi 100% o oceano. Nunca houve um buscador separado. No momento em que você se vê como um buscador separado, você tem o sentimento de falta, o sentimento de não estar em casa. Então o que acaba quando a busca termina é o sentimento de falta. E o que é visto é que nada está faltando aqui. Que isso já é o suficiente, o que está acontecendo, o que está acontecendo agora. Essa vida comum já é suficiente, foi sempre suficiente, é mais do que suficiente. E só quando paramos de ver ‘isso’, que queremos ‘aquilo’.

A busca está enraizada na rejeição do que É, a busca está enraizada na rejeição disso, dessa vida comum. Nós queremos escapar desta vida comum e nos mover para um estado elevado ou um estado último de consciência ou um nível maior de despertar. Então é sempre um movimento a frente. Isso implica na possibilidade da busca chegar ao seu fim. Por um lado, é um tipo de morte, a morte da busca, a morte de uma pessoa separada e que é consumada no mistério que é a vida em si. A morte do buscador, a morte da busca, consumado na vida em si.

Em sentido profundo, sempre soubemos disso. Nós sempre fomos como bebês recém-nascidos, nós sempre soubemos disso, da brincadeira, da espontaneidade, da inocência, da maravilha da vida como ela é. Nós sempre vemos o mundo como pela primeira vez. Nós só ficamos confusos por um tempo, perdidos neste jogo da busca. Então essa é a verdadeira possibilidade de que tudo isso pode terminar, para revelar o que sempre esteve lá. Isso não é algo novo, não há nada novo. É revelação do que sempre esteve lá. Isso está sempre aqui, isso está sempre aqui, apenas deixamos de notar."


- Jeff Foster -