quinta-feira, 31 de maio de 2012
Porque a Era do Guru está Encerrada
"Já há algumas décadas, parece, a humanidade tem estado no limite de uma ruptura na consciência coletiva. Talvez tenham sido os Hippies nos Anos 60 que tenha visto isso pela primeira vez. Para eles, era claro que a revolução da consciência iria varrer tudo que tinha existido antes, que dentro de alguns anos tais instituições como governo, dinheiro, casamento e escola iriam se tornar obsoletas. Quarenta anos depois, a visão deles não aconteceu e, ao menos superficialmente, as instituições que definem nossa civilização estão mais poderosas, mais abrangentes que nunca. Apesar disso, para muitos de nós por algum tempo, e para a maioria de nós ao menos de vez em quando, aquela ruptura na consciência que os Hippies previram parece ainda ser iminente.
Talvez pareça iminente porque, naquelas experiências de pico quando conhecemos nosso verdadeiro potencial como humanidade, a verdadeira vestidão das nossas mentes, e amor que era o estado natural de existência, parecia tão óbvio que tínhamos retornado ao nosso direito de nascença e reconquistado nosso estado original. Poderia ser uma experiência de quase-morte que nos traz aqui, uma experiência psicodélica, um momento na natureza, dar à luz, fazer amor; poderia ser uma experiência religiosa, ou poderia ter vindo através de um sonho, uma música, ou da meditação; pode vir também através de trabalho psicológico, um seminário transformador, ou mesmo um livro. Geralmente, porém, o pico não dura.
Tive muitas dessas experiências onde eu pensei, “Nada nunca será o mesmo novamente”, mas depois de alguns dias ou semanas, eu notava que estava me debatendo para manter o estado realizado em que eu tinha estado. O que era antes natural e sem esforço e auto-evidente se tornava alvo de lembretes e práticas. O “antigo normal” se aproximava, até que eu estivesse de volta onde tinha começado, e o estado que eu havia sentido tão verdadeiramente e claramente se tornava uma reles memória. Posso tentar repetir a experiência, mas como uma droga, o segundo pico é um pouco menos intenso que o primeiro, e o retorno ao chão mais rápido. Eventualmente duvidei: talvez a experiência era uma droga, uma excursão além da realidade, e não, como eu tinha acreditado, algo mais real do que o mundo que eu tinha vindo a aceitar. Para algunas pessoas, aquela voz cresce de volume até que se torna um tumulto derrotador de desesperado. Antes da experiência, pelo menos havia esperança, mas tendo entrado no paraíso e sido ejetado, o que havia agora para viver?
Então foi assim em um nível cultural, que depois das expectativas iluminadas e exuberantes dos Anos 60, muito da contracultura virou hedonismo e consumo da Década do Eu. Que sentimento de traição sentimos, conforme a revolução psicodélica deu lugar à Geurra às Drogas, conforme o Ato do Ar Limpo deu lugar à Ronald Reagan e James Watt (“As árvores poluem mais do que as pessoas”.)
Felizmente, seja num nível pessoa ou coletivo, o desespero nunca pode estar completo, porque a brasa da experiência do acordar vive eternamente em nossos corações. Por mais profundo que o desespero a que possamos descer, carregamos o conheço em primeira mão escrito em nossas células que há mais do que Apenas Isto. Mesmo que não saibamos retornar aquele mundo mais bonito, sabemos que ele existe. Esse conhecimento vive independentemente de crenças, por baixo das correntes da razão e dúvida e impenetráveis. Não podemos cultivar ou praticar aquele conhecimento, mas ele cultiva e nos pratica. A primeira coisa que ele faz é nos prevenir de participar de todo coração no velho normal. Podemos fazer o melhor para participar do programa, podemos ir com o fluxo, mas lá no fundo sabemos que não é a coisa real. O esforço para direcionar a energia da vida a objetivos indignos do nosso conhecimento é exaustivo. Eventualmente, nossas reservas de saúde e sorte se esgotam, nós entramos em um estado de crise. Quer seja a saúde, o relacionamento, o dinheiro, ou relacionado ao trabalho, a crise é um nascimento a partir do velho normal. Não podemos voltar atrás, mas também não sabemos como ir em frente. Este é um estado especial, um limiar entre mundos. Muitos de nós estão lá neste momento, individualmente; o corpo humano coletivo está se aproximando dele também.
O propósito deste ensaio é descrever o paradigma do cuidado mútuo que pode nos transportar através deste limiar entre dois mundos.
Nós vislumbramos um mundo mais bonito nos Anos 60, mas o normal antigo ainda não estava acabado. A estória ainda não tinha sido contada em sua totalidade. Assim, não podíamos acender à nova realidade; a tração do antigo era forte demais. Na verdade, haviam muitas exceções individuais; até hoje existem hippies não-regenerados vivendo nos interstícios da nossa realidade, tão invisíveis a nos quando os imortais lendários Taoístas, segurando o padrão do próximo mundo até que seu tempo esteja pronto pra ele. Mas para a maioria, depois dos Anos 60 as pessoas retornaram ao mundo que haviam deixado pra trás, e o seguiram até novos extremos.
Quarenta anos depois, aquele mundo ainda está se caindo aos pedaços em uma taxa acelerada. As estórias que suportavam nossa civilização estão desmoronando. Duas são principais: a estória do ser individual, e a estória da pessoas. A primeira é a do ser distinto e separado, um mote Cartesiano da consciência olhando um universo objetivo de massas sem almas e forças impessoais e deterministas. Na biologia, o ser separado se manifesta conforme o paradigma do gene egoísta busca maximizar seu interesse reprodutivo; na economia, é o homo economicus, que busca maximizar o interesse racional medido pelo dinheiro. Na psicologia, é o ego encapsulado na pele; na religião, a alma presa na carne mas separada dela. Esse ser está naturalmente em oposição a todos os outros seres, cujos interesses são indiferentes dele ou estão em desacordo com os seus. Os ensinamentos espirituais baseados nessa história do ser, então, nos dizem que devemos tentar mais duramente nos levantar sobre a natureza, a conquistar nossas motivações biológicas e econômicas para maximizar nosso interesse pessoa acima dos outros seres.
Externalizada, essa guerra contra o ser se manifesta como a segunda estória que define a civilização, a estória das pessoas que chamo de “ascenção”, que diz que o destino da humanidade é se superar e transcender a natureza. Ela complementa perfeitamente a estória do ser, elevando o mental sobre o físico, o ideal sobre o concreto, o espírito sobre o corpo.
Ao descrever esses mitos, uso a palavra “estória” em um sentido especial, como uma narrativa inconsciente que cria sentido pro mundo, que associa papéis e funções aos seres humanos, que explica a natureza da vida, do mundo, e de propósito para a existência humana, e que coordena a atividade humana. As estórias tem um começo, um meio e um fim. Estamos nos aproximando do fim da nossa, das estórias que nossa civilização foi construída. Se algumas dessas estórias não são verdadeiras pra você, você já não se sente mais como um participante integral dessa civilização.
Elas estão se tornando não-verdadeiras para mais e mais de nós, conforme o mundo que foi construído sobre elas vai decaindo. Como podemos acreditar na conquista da natureza quando nossas ações são a causa da ameaça ao fundamento ecológico da civilização? Como podemos continuar acreditando que o triunfo final sobre as doenças está na próxima esquina, ou que uma era de prazer, ou de férias espaciais, ou de uma sociedade perfeitamente justa, se nós estendemos a dimensão do controle só um pouco além? E como podemos continuar acreditando no paraíso de um ser separado, independente de tudo, pertencente a ninguém, financeiramente seguro, quando estamos vendo em primeira mão a alienação, o desespero, a miséria para a comunidade que faz daquele paraíso um inferno? Quando a depressão, o vício, o suicídio e a decadência da família atingem até mesmo os vencedores da guerra de todos contra todos?
Seja num nível pessoal ou coletivo, estamos descobrindo que as histórias de separação não são verdadeiras. O que fazemos ao outro inescapavelmente nos visita de volta de alguma maneira. Conforme isso vai se tornando cada vez mais óbvio, uma nova história do eu e das pessoas se torna acessível para nós.
A nova história das pessoas é uma de parceria co-criativa com a “Terra Amada”. Essas histórias soam verdadeiras em nossos corações, vemo-las no horizonte, mas ainda não vivemos nessas histórias. É difícil fazer isso quando as instituições e hábitos do velho mundo ainda nos cercam.
Como podemos nos estabelecer completamente em uma maneira radicamente diferente de pensar, se relacionar e ser? Não se engane: essa revolução vai muito além da aceitação de uma idéia. Saber e incorporar como uma realidade de interexistência na experiência, vívida e ativa, para viver em um espírito de presente como é apropriado em todo relacionamento, para confiar completamente na própria divindade e na dos outros, para saber em cada fibra do seu ser que “Eu Sou Você”, e para navegar nesse conhecimento com limites apropriados, isso tudo constitui uma revolução fundamental no ser humano. Além disso, embora tenhamos entrado em um novo território, nos faltam modelos e mapas para viver nele. Precisamos de ajuda, precisamos de ensinamos sagrados. Mas quem serão nossos professores, quando tudo é novo?
Na verdade, nós herdamos ensinamentos e modelos para o novo mundo, de visionários que viram através das histórias de separação séculos atrás, e de tribos que evitaram a civilização por tempo suficiente para transmitirem seu conhecimento a nós. Muito desse conhecimento tem sido distorcido pelas lentes da separação, mas conforme as novas histórias passam a ganhar foco, podemos discernir sua intenção original. por exemplo, a formulação comum da Regra de Ouro, “Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você”, é uma injunção moral que ouvimos de uma outra versão deste ditado, nascido da separação de espírito e matéria: “Tente ser gentil com mais determinação”. É um padrão de comportamento, algo que devemos sobrepor ao nosso egoísmo natural para conquistar. Da perspectiva de um ser conectado, entretanto, a Regra de Ouro muda de forma para se tornar não uma regra mas um lembrete: “Conforme você faz aos outros, assim também você faz a você mesmo”. A intenção do seu articulador original é recomposta.
De maneira semelhante, o Voto do Bodisatva, “Não entrarei no Nirvana até que todos os seres sencientes tiverem entrado no Nirvana”, nos soa como o auto-sacrifício mais definitivo, um voto heróico e magnânimo além do alcance das pessoas ordinárias. Para o ser conectado de “Eu sou Você”, entretanto, é uma mera articulação distorcida de um fato simples que poderíamos chamar de Realização Bodisatva: “É impossível entrar no Nirvana sozinho. Se qualquer ser senciente for deixado pra trás, então parte de mim é deixada pra trás”. Só alguém sob a ilusão que é uma alma separada e distinta imaginaria algo diferente.
Sendo prático, para viver num estado mais iluminado nós devemos estar lá por um comunhão de novos hábitos, novas maneiras de vermos uns aos outros, e novas crenças na prática que redefina o normal.
Em outras palavras, na era do ser conectado, nosso guru não pode ser nenhum além do coletivo, da comunidade – como Thich Nhat Hanh diz, “O próximo Buda será uma sangha”. Por comunidade, não digo uma massa amofra “somos todos um”, sem estrutura, e sim uma matriz de seres humanos unidos em uma história comum de pessoas e de ser. Alinhadas com essas histórias definidas, esta comunidade pode nos dar suporte em uma visão do que estamos nos tornando"
- Charles Eisenstein -
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Adyashanti - Unidade Global
Gentilmente, a vida tem me mandado esse video de tempos em tempos, onde sempre, minha profundidade de compreensao sobre a vida e mim mesma, aumenta um pouco mais.
Aqui compartilho essa riqueza com voces :)
Enjoy!
Beijoes!
Aqui compartilho essa riqueza com voces :)
Enjoy!
Beijoes!
segunda-feira, 28 de maio de 2012
O medo da solidão
"Ninguém quer ficar sozinho. Todo mundo quer pertencer à multidão – não apenas à multidão, mas a muitas multidões.
A pessoa pertence a um grupo religioso, a um partido político, ao rotary club... e existem muitos outros grupinhos a que pertencer.
A pessoa quer apoio vinte e quatro horas por dia, porque o falso não se sustenta sem apoio. No momento em que a pessoa fica sozinha, ela começa a sentir uma estranha loucura.
Não se trata apenas do seu medo, trata-se do medo de todo mundo.
Porque ninguém é o que deveria ser na vida. A sociedade, a cultura, a religião, a educação conspiram todos contra as crianças inocentes. Todos eles têm poderes – a criança é indefesa e dependente.
Então eles fazem dela o que querem. Eles não deixam que nenhuma criança siga o curso natural da sua vida. Eles fazem tudo para que os seres humanos tenham uma utilidade.
Quem garante que, se deixarem uma criança crescer por si mesma, ela vai servir aos interesses deles? A sociedade não está preparada para assumir esse risco. Ela se apodera da criança e começa a moldá-la, fazendo com que ela se transforme em algo de que a sociedade necessite.
Num certo sentido, ela mata a alma da criança e dá a ela uma falsa identidade, de modo que ela nunca encontre a sua alma, o seu ser.
A falsa identidade é um substituto. Mas esse substituto só é útil enquanto você está no meio da multidão que lhe deu essa falsa identidade.
No momento em que você está sozinho, o falso começa a se despedaçar e o verdadeiro reprimido começa a se expressar. Por isso o medo de ficar sozinho.
Você acredita que é alguém, e de repente, num momento de solidão, você começa a perceber que não é o que pensava. Isso dá medo; então quem é você? Vai levar algum tempo até o verdadeiro se expressar.
O intervalo entre os dois é chamado pelos místicos de "noite escura da alma" – uma expressão bem apropriada. Você não é mais o falso e ainda não é o verdadeiro. Você está no limbo, não sabe quem você é.
No Ocidente, principalmente, o problema é até mais complicado. Porque não desenvolveram nenhuma metodologia para descobrir o verdadeiro o mais rápido possível e abreviar essa noite escura da alma.
O Ocidente não sabe nada a respeito da meditação, e a meditação é só um nome para "ficar sozinho, em silêncio, esperando que o verdadeiro se firme".
Ela não é uma ação; é um relaxamento silencioso – porque qualquer coisa que você faça virá da sua personalidade falsa – anos de uma personalidade falsa imposta pelas pessoas que você amou, que você respeitou – e elas não tinham intenção de lhe fazer nenhum mal.
As intenções delas eram boas, elas só não tinham consciência. Não eram pessoas conscientes – os seus pais, os seus professores, os seus sacerdotes, os seus políticos – eles não eram pessoas conscientes, pelo contrário.
E até uma boa intenção nas mãos de pessoas inconscientes vira um veneno.
Portanto, sempre que você está sozinho, surge um medo profundo – porque de repente o falso começa a desaparecer, e o verdadeiro vai demorar um tempo. Faz anos que você o perdeu. Você terá de levar em conta que essa lacuna tem de ser transposta.
A multidão é essencial para que o eu falso exista. No momento em que está sozinho, você começa a entrar em pane. É então que você precisa entender um pouquinho de meditação.
Não se preocupe, aquilo que pode desaparecer é bom que desapareça. Não há razão para se agarrar a isso – isso não é seu, não é você.
Ninguém mais pode responder à pergunta, "Quem sou eu?" – você saberá.
Todas as técnicas de meditação ajudam a acabar com o falso. Elas não dão a você o verdadeiro – ninguém pode dar isso a você. Nada que possam lhe dar pode ser verdadeiro. O verdadeiro você já tem; basta jogar fora o falso.
A meditação é só a coragem de ficar em silêncio e sozinho. Bem devagarzinho, você começa a sentir uma nova qualidade em si mesmo, uma nova vivacidade, uma nova beleza, uma nova inteligência – que não é emprestada de ninguém; ela brota dentro de você. Ela tem raízes na sua existência.
E, se você não for covarde, isso fruirá, florescerá."
- Osho -
A pessoa pertence a um grupo religioso, a um partido político, ao rotary club... e existem muitos outros grupinhos a que pertencer.
A pessoa quer apoio vinte e quatro horas por dia, porque o falso não se sustenta sem apoio. No momento em que a pessoa fica sozinha, ela começa a sentir uma estranha loucura.
Não se trata apenas do seu medo, trata-se do medo de todo mundo.
Porque ninguém é o que deveria ser na vida. A sociedade, a cultura, a religião, a educação conspiram todos contra as crianças inocentes. Todos eles têm poderes – a criança é indefesa e dependente.
Então eles fazem dela o que querem. Eles não deixam que nenhuma criança siga o curso natural da sua vida. Eles fazem tudo para que os seres humanos tenham uma utilidade.
Quem garante que, se deixarem uma criança crescer por si mesma, ela vai servir aos interesses deles? A sociedade não está preparada para assumir esse risco. Ela se apodera da criança e começa a moldá-la, fazendo com que ela se transforme em algo de que a sociedade necessite.
Num certo sentido, ela mata a alma da criança e dá a ela uma falsa identidade, de modo que ela nunca encontre a sua alma, o seu ser.
A falsa identidade é um substituto. Mas esse substituto só é útil enquanto você está no meio da multidão que lhe deu essa falsa identidade.
No momento em que você está sozinho, o falso começa a se despedaçar e o verdadeiro reprimido começa a se expressar. Por isso o medo de ficar sozinho.
Você acredita que é alguém, e de repente, num momento de solidão, você começa a perceber que não é o que pensava. Isso dá medo; então quem é você? Vai levar algum tempo até o verdadeiro se expressar.
O intervalo entre os dois é chamado pelos místicos de "noite escura da alma" – uma expressão bem apropriada. Você não é mais o falso e ainda não é o verdadeiro. Você está no limbo, não sabe quem você é.
No Ocidente, principalmente, o problema é até mais complicado. Porque não desenvolveram nenhuma metodologia para descobrir o verdadeiro o mais rápido possível e abreviar essa noite escura da alma.
O Ocidente não sabe nada a respeito da meditação, e a meditação é só um nome para "ficar sozinho, em silêncio, esperando que o verdadeiro se firme".
Ela não é uma ação; é um relaxamento silencioso – porque qualquer coisa que você faça virá da sua personalidade falsa – anos de uma personalidade falsa imposta pelas pessoas que você amou, que você respeitou – e elas não tinham intenção de lhe fazer nenhum mal.
As intenções delas eram boas, elas só não tinham consciência. Não eram pessoas conscientes – os seus pais, os seus professores, os seus sacerdotes, os seus políticos – eles não eram pessoas conscientes, pelo contrário.
E até uma boa intenção nas mãos de pessoas inconscientes vira um veneno.
Portanto, sempre que você está sozinho, surge um medo profundo – porque de repente o falso começa a desaparecer, e o verdadeiro vai demorar um tempo. Faz anos que você o perdeu. Você terá de levar em conta que essa lacuna tem de ser transposta.
A multidão é essencial para que o eu falso exista. No momento em que está sozinho, você começa a entrar em pane. É então que você precisa entender um pouquinho de meditação.
Não se preocupe, aquilo que pode desaparecer é bom que desapareça. Não há razão para se agarrar a isso – isso não é seu, não é você.
Ninguém mais pode responder à pergunta, "Quem sou eu?" – você saberá.
Todas as técnicas de meditação ajudam a acabar com o falso. Elas não dão a você o verdadeiro – ninguém pode dar isso a você. Nada que possam lhe dar pode ser verdadeiro. O verdadeiro você já tem; basta jogar fora o falso.
A meditação é só a coragem de ficar em silêncio e sozinho. Bem devagarzinho, você começa a sentir uma nova qualidade em si mesmo, uma nova vivacidade, uma nova beleza, uma nova inteligência – que não é emprestada de ninguém; ela brota dentro de você. Ela tem raízes na sua existência.
E, se você não for covarde, isso fruirá, florescerá."
- Osho -
sábado, 26 de maio de 2012
Refletindo...
"Voce
tem um desejo insaciavel de ter alguma coisa. No momento em que voce
recebe, voce tem uma sensacao de que sua agitacao e inquietude
dissiparam, se acabaram.. e voce desfruta a liberdade dessa agitacao;
voce interpreta como um prazer dado por tal objeto; mas o prazer vem de
voce, o apego vem de voce, a paz vem de voce.. tudo vem de voce.
Nos
podemos fazer isso com as
mais variadas coisas no mundo.. imaginando que um certo estado, objeto,
relacionamento, situacao, irao nos preencher... mas pouco tempo depois, o
apetite ja' se foi.. e sempre existirao apetites novos.. a
barriga da mente nunca esta' cheia, portanto nao ha' como se sentir realmente satisfeito atraves disso..."
- Mooji -
Por isso, para encontrar a real paz, alegria, liberdade, existe a necessidade de olhar para dentro, e nao para as projecoes que a mente faz, que sao sempre para fora.
Bom dia :)
domingo, 20 de maio de 2012
Por favor!
Na ultima postagem contem um video, mas ele nao chegou pra quem recebe por email... nao sei o que acontece, mas por favor, abram o blog pra ver! Vale a pena demais! :)
Obrigada!
Obrigada!
Um presente da Vida
Essa sao as verdadeiras obras de arte da vida. Chega a ser ironico como o homem nao consegue enxergar isso e fica valorizando loucamente os quadros e cia feitos pelo homem.
Nao estou dizendo que as coisas feitas pelo homem nao devem ser valorizadas, mas sim que antes disso, precisamos estar atentos, presentes, conscientes o suficiente para perceber a obra prima que e' a natureza - todo o tempo.
Experimente, com os mesmos olhos que voce olharia uma obra do Picasso ou algo que voce admire muito, olhar para a natureza. Nesse olhar descobrimos a vida, descobrimos um pouquinho de onde vem essa energia que nos mantem vivos diariamente.
Espero que curtam o video intensamente =))
Beijos! Bom domingo amigos!
Assinar:
Postagens (Atom)

