terça-feira, 2 de novembro de 2010

Padroes mentais

A consultora americana Linda Spangle, em suas palestras sobre motivação, afirma que a mente tem uma importância determinante nos resultados que obtemos em qualquer questão. Ela usa a fórmula: fato-pensamento-ação-resultado para demonstrar que é nossa interpretação dos acontecimentos que determina o sucesso ou fracasso em uma situação.
Para ilustrar a teoria, imagine a seguinte situação. Uma mulher marca um encontro com seu namorado em um restaurante ao meio-dia. Chega pontualmente e o espera. Passam 15 minutos e nada. Ela começa a ficar aflita. Como não confia nos homens, logo pensa no pior. Liga para seu celular, mas só dá caixa postal. Meia hora depois, tenta o telefone do escritório, mas ninguém atende. Sua angústia aumenta. “Ele só pode ter se esquecido do compromisso”, pensa.
“Ou será que está com outra?” Em meio às alucinações, ela se levanta para ir embora quando ele chega sorridente. Mas, antes de ouvir o que tinha a dizer, ela pergunta irritada: “Como você pôde fazer isso comigo?”. Se tivesse controlado as tempestades mentais e não se deixado levar pela emoção, daria a ele uma chance de se explicar e saberia que o rapaz foi chamado às pressas pelo chefe para ser promovido e não conseguiu avisá-la. No entanto, em vez de um almoço de comemoração, o episódio termina em fim de relacionamento. Revoltada, ela confirma sua tese: homem nenhum presta!
(?????????????) (!!!!!!!!!!!!!!!!!!)
Surreal!
De acordo com a escritora, nossas leituras distorcidas sobre os fatos se baseiam em experiências anteriores que não deram certo. “Seu passado não determina seu futuro. Aliás, seus erros e fracassos anteriores não têm nada a ver com sua capacidade de ser bem-sucedida agora. Elimine a crença de que as coisas sempre acontecem do mesmo jeito e de que você nunca chegará aonde quer. Quando essa ideia vier à mente, afirme: eu costumava ser assim. Não sou mais”, aconselha.
Por favor gente, auto sabotagem não vale. Vamos dar a chance (várias chances!) 'a vida de fluir, combinado? ;)

domingo, 31 de outubro de 2010

Por que guardamos tanto?

Os objetos são vistos como uma extensão de nossa personalidade, pode perceber. Mas pense bem: será que nós precisamos mesmo de tudo o que acumulamos? Não seria bom se livrar de alguns anéis – desde que ficassem os dedos –, grãos de lembrança e algumas pessoas que não fazem mais parte de nossas vidas? Muitas vezes, só mantemos algo por não sabermos o que colocar no lugar... parece que, abrir mão deles seria como abrir mão de nós mesmos.
Nesse sentido, cada objeto assume uma significação simbólica e, em algumas ocasiões, isso passa a ter mais força do que o objeto em si. E' um sutiã veelho e esgarçado que sua mãe fez a própria mão, ou o seu primeiro bicho de pelúcia - que não terá chance alguma de seus futuros filhos brincarem porque já esta' arrebentado e saindo as bolinhas que o preencheram por tanto tempo -, ou algo enferrujado que ganhou do primeiro namorado... e assim por diante.
Mas e' verdade também que, a sociedade de consumo tem um tantinho de culpa por essa mania de não nos livrarmos das coisas - afinal, ela estimula a posse loucamente.
É fácil enumerar diversos motivos para que alguém sinta dificuldade em se livrar de coisas e sentimentos. O que não faltam são "auto desculpas"; Muitas vezes, guardamos algo de alguém que se foi como uma homenagem, até sermos capazes de realizar nossa despedida interna. Há ainda, o desejo de se precaver contra todas as eventualidades que o futuro possa trazer. Vai que ocorra uma enchente e você precise daquela galocha guardada há anos.
Pode ser também insegurança com relação ao futuro, medo de se livrar e não conseguir aquilo novamente, a preguiça de tomar uma decisão... Além disso, libertar-se do que está sobrando na nossa vida contradiz um valor muito cultuado hoje. Vivemos numa época em que lutamos o tempo todo para que as coisas não fujam de nossas mãos; pois existe uma preocupação exacerbada em não sermos roubados ou violados de alguma forma. E inclusive, ate' temos um grande setor do mercado, que se alimenta desse hábito através de seguro para repor o carro se ele for roubado, cadeados nos portões, cofres, cia.
Seja qual for a explicação para juntarmos coisas e sentimentos, a conclusão é que isso é ruim. Certas vezes, ao contrário de conferir identidade, objetos e pensamentos nos soterram em um monte de lixo e deixamos de ver quem realmente somos. E' necessário tirar todo esse lixo ao nosso redor - que não se resume apenas no lixo material, mas esse já e' um outro papo - acumulado todos esses anos, para que possamos ter maior clareza de nossas características, do que realmente queremos ou gostamos. Procure remover tudo o que não presta e então sua essência ficara' bem mais visível.
Desfazer-se do peso morto ainda abre espaço para a introspecção, perceba como ambientes entulhados causam uma superexcitação, ate' uma aflição... a mente fica o tempo todo sendo arrastada pelo objeto e não descansa nunca. Não é à toa que os mosteiros budistas, ambientes que convidam à meditação, são de decoração espartana. Assim é possível olhar para dentro de si mesmo e deixar que o fluxo de energia mova-se sem problemas como defende o feng shui.
Ao mesmo tempo em que gostamos de ter coisas, há sempre algo ou alguém nos impulsionando a substituir o que ficou obsoleto. O casaco de dois invernos precisa ser substituído por um com a cor da moda, mesmo ainda estando impecável; o celular não deve durar mais de um ano; carro tem de ser zero. Esse movimento gera uma série de sucatas, que se acumulam em algum lugar. Primeiro, nas casas e escritórios, depois quando decidimos nos desfazer delas, nos lixões. É a filosofia de destronar o velho para impor o novo. Mas quemm ditou que tudo precisa ser tão efêmero? Pois convenhamos, e' ótimo livrar-se de peças sem serventia, mas não é nada bom gerar muito lixo. E não estamos aqui chamando de lixo apenas aquilo que está estragado, mas objetos que, ainda em bom estado são encostados facilmente "em nome da modernidade". Talvez a solução não seja apenas jogá-los fora, mas sequer adquiri-los. Nem sempre o que é mais novo tem qualidade melhor... e, mesmo que tenha, o anterior talvez já garantisse qualidade suficiente.
O primeiro passo para liberar a área é, sem dúvida, estar disposto a isso. Não vale a pena sofrer demais - se achar que ainda não é o momento de doar peças de alguém querido que faleceu, espere o momento certo para isso... e comece por outro canto.
Precisamos nos desapegar do velho, dos automatismos, dos atalhos mentais que usamos por preguiça e que nos impedem de ter um novo olhar sobre tudo. A decisão de pôr mãos à obra e reorganizar o espaço interno e externo tem um efeito transformador, sei disso pois na minha mudança aqui pra os USA consegui me desfazer de 4 grandes caixas - e foi apenas o começo Mas me ajudou a perceber que abre espaço para uma nova disposição, um novo jeito de se posicionar na vida. É um movimento de renovação não apenas do que está visível, mas mais importante, do que está por dentro - de você mesmo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Um pouquinho desse cantinho...

In addition...

Nao sei o autor, mas li essa frase agora no Facebook de um amigo e gostei tanto que vim compartilhar:

"Você é a única pessoa que pode ser você mesma"

My Bubbles...

Eu sei, eu sei..!!
Mas 'as vezes eu me perco.. eu ando num labirinto extenso, confuso... algumas placas indicam um falso caminho, algumas vozes inexistentes me chamam... vou seguindo, tateando, procurando ... por momentos algumas luzes brilham, me relembram a direcao e novamente entendo a razao disso tudo.. em outros ha' uma venda nos meus olhos e piso em espinhos, me arranho no arame e tropeco nos degraus.. entao grito ate' que passe minha dor e todo medo que se acumulou aqui dentro possa se dissipar.
Entao me levanto, olho ao redor e me situo. Entendo que a caminhada e' feita de picos e vales; nesses momentos percebo que estou terminando o ciclo deste ultimo e pronta - com muito mais forca e sabedoria - para subir a grande montanha ate' o pico.
E assim esses ciclos hao de continuar ate' que eu consiga me desapegar de ambos e tornar-me completamente presente em minha vida.

Eckhart Tolle

http://www.eckharttolletv.com/enter

Aprecio muito esse sujeito ;)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Perfei-cão?!

Tenho procurado me distanciar cada vez mais da ideia da perfeição, onde não cabe o menor tipo de erro e tenho que ser impecável em todos os papéis que exerço: a filha perfeita, a namorada perfeita, a funcionária perfeita - tudo sem margem de tolerância.. o que acaba gerando uma angústia desnecessária e infundada dentro de nós.
A verdade e' que tenho encontrado prazer em errar - onde fica claro qual sera' meu próximo acerto.
Decidi dar mais um passo para viver ao meu favor.

(Escrito em 01/10)